“Como é que será namorar? Por estranho que pareça, não tenho muita gente que me possa explicar o que é, porque o Pedro nunca teve uma namorada e a Joana nunca conseguiu ter nenhuma relação de mais de 15 dias e isso para mim não me parece tempo suficiente para se criar uma ideia consistente de namoro. Se calhar já está fora de moda, como casar e ser feliz para sempre. Eu adorava que me pedissem namoro. Pedir namoro parece-me uma coisa tão romântica. E a palavra pedido, soa quase medieval. Lembra-me as raparigas de tranças longas e espartilhos que lhes cortavam a respiração debruçadas em amplas varandas, escutando atentamente trovas românticas de cavaleiros ricos e desocupados com belos cavalos brancos. Devem ter sido tempos difíceis, sem desodorizante, nem telemóveis, nem saldos na Miss Sixty, mas tinham o seu charme, o seu encanto. Havia imenso tempo para tudo, e claro, havia tempo para pedir namoro, que romântico… ele pede e eu concedo. Mas isso são coisas de um outro tempo, o tempo do avô do Peter Franks (…) Hoje já ninguém concede nada a ninguém, porque também já ninguém pede nada. As pessoas chegam e tiram. Ser pedida em namoro, ser pedida em casamento, haver o dia do pedido, tudo isto me cheira a mofo e a velho. E no entanto há um encanto qualquer em todas estas tradições vetustas e obsoletas.”
I’m in love with a pop star de Margarida Rebelo Pinto
Estou doente e não tenho tido paciência para cá vir nem sabia o que vir cá fazer. Mas tenho estado a ler um livro onde encontrei vários pensamentos que decidi partilhá-los. É daquele tipo de coisas que eu gosto.
O meu próximo post deverá ser outro excerto deste livro que estou mesmo quase a acabar de ler.
See ya.
2 comentários:
muuuito obrigada carolina (:
- e estaa lindo este texto . mrp ♥
aww, acredito !
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